A condenação do acusador


O que justifica o perverso e o que condena o justo abomináveis são para o SENHOR, tanto um como o outro. (Pv 17.15)
Nós somos justiça de Deus em Cristo. Quando vamos a Deus, devemos ir como filhos, e não como pecadores.
Deus não gosta quando pecadores chegam diante d’Ele como justos. Mas Deus também não se agrada quando, depois de sermos justificados, nós chegamos diante d’Ele como pecadores. Quando agimos assim, estamos nos fazendo como hipócritas.
Você sabe o que é hipocrisia? É quando você finge ser o que não é. Um pecador que age como justo é hipócrita. Mas um justo que age como pecador é também hipócrita.
Você não é mais um pecador, mas é justiça de Deus em Cristo. Comece a se comportar dessa forma.
Sempre lemos esse versículo de Provérbios 17.15 pensando em outros nos condenando, mas também se aplica a nós quando nós mesmos nos condenamos. Quando fazemos isso, estamos condenando um justo. Se fomos justificados, então não podemos ser condenados nem por nós mesmos.
Se você se condena, está fazendo algo abominável a Deus, porque você está condenando aquele que Deus declarou inocente.
Por que Deus detesta a hipocrisia, quando você finge ser o que não é? Porque, mesmo que eu ame você, ainda assim você nunca se sentirá amado e nunca receberá esse amor, porque estava fingindo e nunca receberá esse amor pelo que você é.
Se você finge ser alguma coisa diante de Deus, nunca terá certeza do amor d’Ele por você, pois sempre haverá uma voz dizendo: “Você é amado porque Ele não te conhece!” Assim, Deus sempre resiste ao hipócrita. Mas quando desnudamos a nossa alma diante de Deus e ainda assim Ele nos revela o seu amor, então nos sentimos realmente amados, pois Ele viu quem somos e mesmo assim nos amou.
Deus ama a honestidade e a sinceridade no íntimo. Tentar parecer ser algo diante de Deus é como tentar se vestir com as folhas da figueira. Não passa de justiça própria, o que, para Deus, não passa de trapos de imundícia.
O CONDENADOR ESTÁ CONDENADO
Deus nos declara justos, mas nós devemos concordar com Ele, mesmo que não vejamos a nossa justiça. A mudança acontece quando você concorda com Deus. E Deus diz que você agora é justo em Cristo.
Andarão dois juntos, se não houver entre eles acordo? (Am 3.3)
Se não concordamos com o que Deus diz, a comunhão com Ele fica comprometida.
Por mim mesmo tenho jurado; da minha boca saiu o que é justo, e a minha palavra não tornará atrás. Diante de mim se dobrará todo joelho, e jurará toda língua. De mim se dirá: Tão-somente no SENHOR há justiça e força; até ele virão e serão envergonhados todos os que se irritarem contra ele. (Is 45.23-24)
Em Isaías 53, temos a obra de redenção do Senhor Jesus. Ele foi moído pelas nossas iniquidades, e o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele. Mas o capítulo 54 fala dos resultados da redenção.
Todos os teus filhos serão ensinados do SENHOR; e será grande a paz de teus filhos. Serás estabelecida em justiça, longe da opressão, porque já não temerás, e também do espanto, porque não chegará a ti. (Is 54.13-14)
Toda arma forjada contra ti não prosperará; toda língua que ousar contra ti em juízo, tu a condenarás; esta é a herança dos servos do SENHOR e o seu direito que de mim procede, diz o SENHOR. (Is 54.17)
A nossa herança é que toda arma forjada contra nós não prosperará. Deus não diz que não haverá armas contra nós, mas Ele diz que essas armas não prosperarão.
Esse verso nos fala do tribunal de Deus. A língua que se levanta em juízo contra nós é a do diabo. Dificilmente, o diabo nos acusa de coisas falsas, normalmente a sua acusação é sobre algo verdadeiro, coisas que realmente fizemos.
Mas, na justiça de Deus, somos declarados inocentes por causa da justiça do nosso substituto. Uma vez que somos declarados inocentes, o acusador agora deve ser condenado.
O alvo do acusador é nos condenar à morte, mas agora que somos declarados inocentes, o acusador é que deve morrer.
O MEDO DA MORTE VEM DA CONDENAÇÃO
Visto, pois, que os filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também ele, igualmente, participou, para que, por sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, o diabo, e livrasse todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos à escravidão por toda a vida. (Hb 2.14-15)
Esse texto nos mostra claramente que a morte não vem de Deus. O diabo é aquele que detém o poder da morte. Mas ele não tem qualquer poder em si mesmo, todavia usa o poder de outra coisa para trazer a morte. Essa coisa é a lei, pois a Palavra de Deus diz claramente que a lei traz a morte.
A árvore do conhecimento do bem e do mal, que não é chamada de árvore da morte e nem árvore do pecado, hoje é a lei. Em 2 Coríntios 3.7-9, diz que a lei é um ministério de condenação e morte gravado em pedra. A única parte da lei que foi gravada na pedra são os mandamentos.
Sabendo que a lei produz morte, o que faz o diabo? Ele procura levar o crente a viver pela lei, para dessa forma poder trazer acusação e condenação. Ele diz ao crente que cada vez que ele faz algo errado deve esperar que algo ruim aconteça como punição. Algumas vezes, as pessoas até mesmo esperam pela morte. Em outras palavras, o poder da morte está na acusação. Se você aceita a condenação, o inimigo ganha espaço.
O nome do diabo é satanás, que significa acusador. Somente quando você aceita acusação, você entra debaixo do poder da morte.
O texto diz que vivíamos sujeitos à escravidão por causa do medo da morte, então hoje precisamos receber uma revelação de Deus que nos livre do medo da morte. É certo que o Senhor Jesus fez algo para nos libertar. Pela sua morte, ele destruiu o diabo. A palavra “destruir” aqui não significa aniquilar, mas significa destituir o diabo do poder que ele tinha.
E ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte. (Fp 3.9-10)
A justiça própria é aquela que procede da lei. Quando tentamos produzir a nossa própria justiça pela nossa obediência, nós estamos agindo baseados na lei. Paulo, porém, diz que ele não tem justiça própria, mas somente a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé.
O resultado disso é que podemos conhecer o Senhor e o poder da sua ressurreição. Por que ainda somos tão pobres no conhecimento de Cristo? Por que experimentamos tão pouco do poder da ressurreição? Simplesmente porque a justiça da fé não tem sido pregada.
A EXPERIÊNCIA DA VITÓRIA
Precisamos fazer com que essa vitória seja experimentada também em nossa vida. O Senhor já venceu, mas precisamos ter a experiência de vitória em nossa vida pessoal.
No livro de Josué, lemos da guerra na qual cinco reis cananeus foram derrotados. Eles foram derrotados e presos numa caverna, depois Josué mandou que os capitães colocassem os pés sobre o pescoço daqueles reis. Isso nos mostra que uma coisa é derrotar o inimigo, outra coisa é fazer disso a nossa experiência (Js 10.16-24).
Porque convém que ele reine até que haja posto todos os inimigos debaixo dos pés. O último inimigo a ser destruído é a morte. (1Co 15.25-26)
Quando o Senhor Jesus ressuscitou, a morte foi vencida. Então, o que significa colocar os inimigos debaixo dos pés? Os pés são uma parte do corpo, e o corpo de Cristo é a igreja. Isso nos mostra que a vitória já foi conquistada, como na história daqueles cinco reis, mas agora é preciso colocar o inimigo debaixo dos pés da igreja. Isso é experiência.
Disse o Senhor ao meu Senhor: Assenta-te à minha direita, até que eu ponha os teus inimigos debaixo dos teus pés? (Mt 22.44)
O Senhor está dizendo que os inimigos foram todos derrotados, mas hoje Ele está colocando todos eles debaixo de nossos pés, o corpo de Cristo.
Hoje, nós estamos sentados com Cristo à destra de Deus Pai (Ef 2.6). Assim, aquilo que o Pai diz para o Senhor Jesus também se aplica a nós. E o que Ele diz é: assenta-te. Esta é a única coisa que o Pai nos diz para termos os inimigos derrotados. Quando nos assentamos, os inimigos são colocados debaixo de nossos pés. Esta é a atitude do trono.
Perguntas para compartilhar:
1. Sabendo o que a lei produz morte, o que faz o diabo?
2. O que significa colocar os inimigos debaixo dos pés?

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